19/02/2012

O aprendizado das emoções parte 3

Vejam a parte 1 e a parte 2 e se perguntem... E aí, o que pode dar errado no processo?

Se a habilidade em falar sobre as próprias emoções é aprendida na mediação do outro, pode acontecer uma confusão bizarra:

Como você se sente depois de um dia longo de trabalho e estudo? Cansado(a)? Triste? "Acabado(a)"?

Experimente descrever o que sente em termos mais "fisiológicos", vamos ver nos casos acima: corpo "mole", falta de vontade de comer ou fazer as coisas do dia-a-dia, vontade de dormir... Por aí vai.

Repararam como essas sensações são comuns aos três estados "emocionais"? Quantas pessoas nos perguntam se estamos tristes quando na verdade estamos cansados, não é? E isso é só um exemplo do que pode ocorrer.

Isso já é complicado na vida adulta, agora imagine na infância. Ensinar errado um nome de emoção pode gerar muitos conflitos. Como se ensina o "amor" pra uma criança? O "amor" é diferente pra meninos e meninas?

Ou então na vida adulta, como diz uma música, "não sei diferenciar amor de paixão". Como traduzir sentimentos de um idioma pra outro? Se em outros países existem outros "sentimentos", como dizer que o que falamos e percebemos é a totalidade?

Talvez haja uma quarta parte do post. Aguardem. ;)


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