A parte 1 eu publiquei tem um tempinho, se você quiser vê-la, clique aqui.
Eu tinha quase abandonado esta série no tempo, quando hoje pensei em algo que havia conversado alguns dias atrás com um amigo, o Rodrigo do blog Descobrindo Buda. Estávamos discutindo técnicas psicoterápicas, procedimentos e tal e ele disse uma coisa interessante que algum outro psicoterapeuta havia falado (depois eu descubro quem foi e dou os créditos adequadamente), e que era algo como: na terapia, o objetivo deve ser basicamente ensinar discriminação; o resto é suplemento.
Não me surpreende isso, já que eu sou fã das terapias baseadas em mindfulness (isso se traduz meio como "atenção", como em "prestar atenção"), mas foi interessante pensar nisso como o objetivo principal do trabalho.
Em todas as linhas de terapia (incluindo psicanálise e tal, apesar de concepções diferentes do processo envolvido) a ideia é tornar mais independente o cliente, fazer com que ele consiga ser o seu próprio terapeuta. De fato, parece que é muito importante ensinar para a pessoa como prestar atenção, como descrever as relações que produzem efeitos sobre ela, como monitorar as próprias emoções e coisas do tipo.
Então é isso que deixo como produto desta reflexão, um bom início para resolver problemas é dar a devida atenção a ele, a você e às pessoas e coisas envolvidas.
Depois tem mais.
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