Para chegar a este post eu precisei da ajuda do meu gato Spinel. Ele é muito brincalhão e curioso (pelo menos por enquanto, já que tem 8 meses de idade) e adora todo o tipo de frutas que vocês puderem imaginar. Em geral eu não o deixo comer coisas aleatórias que as pessoas dão, mas de vez em quando, se eu sei que não faz mal, eu dou alguma coisa diferente pra ele. Ele adora mel, caqui, melão e arrisca algumas outras frutas.
| Cara atual do meliante. 8 meses de idade |
E o que aconteceu? Ele miou.
Isso pode parecer bobo, mas é aí que entra o post propriamente dito.
Este gato tem uma história de vida que o levou a esse miado. É sobre isso que vou escrever hoje. Mais uma historinha:
O Spinel foi encontrado em uma noite fria e chuvosa, faminto o coitado. Olhos recém-abertos (então devia ter uma semana de idade, possivelmente), todo acabadinho. Ele estava miando muito, muito alto, "desesperado". Foi acolhido e tratado (virei mamãe em tempo integral por uma semana). Ele miava bastante para tudo, para tomar a mamadeira dele principalmente.
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| Assim era o pilantrinha (2º dia comigo). Foto ruim e mamadeira ao fundo. |
Aí entra um ponto legal. Ele "adora" aqueles pedacinhos de carne ao molho para animais. E ele miava loucamente quando sentia o cheiro daquilo. E gente, não sei o quanto de experiências vocês tem com bichos (ou com pessoas "pidonas"), mas uma hora aquilo cansa. A questão é que não adianta ficar com raiva; muita gente bate e grita com os animais para que fiquem quietos. O problema é que punição só ensina o que não deve ser feito; não ensina uma alternativa.
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| Aqui, com 1 mês e meio de idade. Depois de aprender a pedir, dormir de barriguinha cheia! |
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| Like a boss na estante. (4 meses de idade) |
Essa história mostra o poder da paciência e do fornecimento de alternativas. Eu podia simplesmente ignorar o miar do gato, podia bater nele, mas de que adiantaria? Ensinar a ele outra forma de "chegar ao seu objetivo" deu a ele a chance de conseguir aquilo que o fazia bem sem que ninguém reclamasse/brigasse com ele.
Nas nossas vidas a coisa é às vezes parecida. Batemos com a cabeça contra a parede infinitas vezes, tentando da mesma forma, tentando cada vez com mais força chegar a um objetivo, miando e miando, tudo isso porque talvez, um dia miar tanto deu certo.
Tem uma frase no Zen, acho, e que não vou saber reproduzir perfeitamente, mas é algo assim:
"Ao vento um galho verde dobra e um velho e seco parte-se."



Gostei muito do post e das fotos.
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