Hoje tirei o dia para arrumar minhas coisas. Foi uma ótima experiência a que se estendeu pelo dia.
Apesar de todo o simbolismo envolvido na tarefa, eu realmente precisava jogar fora muita coisa e arrumar a bagunça dos meus dias. Há semanas vinha acumulando lixo e coisas importantes juntas, num mesmo canto.
No processo, acabei me deparando com coisas já esquecidas, daquelas que estão o tempo todo ao alcance, mas (talvez justamente por estarem tão perto) que ignorava.
Eu não sou um cara muito sentimental, hoje tive certeza. Mas mesmo assim, foi muito curioso perceber a hesitação que tive em me desfazer de alguns pequenos objetos que me foram outrora dados como demonstrações de afeição. Não joguei fora por não me importar, mas por não precisar desses objetos para lembrar com afeto das pessoas que me presentearam um dia.
Mas o mais importante de tudo foi encontrar produções minhas de tempos atrás. Algumas recentes, outras nem tanto. O que há por trás dessa importância é perceber que se o "eu" daquela época me visse agora, se alegraria com o que consegui na vida.
Não há sentimento que descreva isso. Não é orgulho. É uma sensação de completa gratidão e devoção; uma experiência transcendente de contentamento, paz, e uma pontinha de esperança confiante em qualquer resultado que de hoje em diante vier.
Cheguei a pensar pouco tempo atrás: "até gostaria que essa noite não acabasse".
Mas, rindo de mim mesmo, me corrigi:
"Que venha o amanhã: estou pronto."
É isso aí meu velho, o ontem pode ter sido bom em alguma medida, mas o amanhã tende a ser melhor pra nós.
ResponderExcluirO melhor está por vir.